A primeira fase modernista também é marcada pelos manifestos nacionalistas: do Pau-Brasil, da Antropofagia, do Verde-Amarelismo e o da Escola da Anta. Podemos destacá-los da seguinte forma...
Vou descrevê-los:
• Manifesto do Pau- Brasil: Foi escrito por Oswald de Andrade, apresentava uma proposta de literatura, que era vinculada a realidade do Brasil, e com as características da cultura dos brasileiros, com a intenção de causar um sentimento nacionalista, e uma retomada de consciência nacional.
• Antropofagia: surgiu como uma nova etapa do nacionalismo do Pau Brasil, e uma resposta ao "Verde Amarelismo". Sua origem acontece a partir de uma tela feita por Tarcila do Amaral, que foi chamada de ABAPORU, em janeiro de 1928, essa tela tinha "uma atitude brasileira de devoção ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com normas rígidas no plano social e os recalques de impostos, no plano psicológico."
• Verde-Amarelismo: este movimento surgiu como resposta ao “nacionalismo afrancesado” do Pau-Brasil, em 1926, apresentado, principalmente, por Oswald de Andrade, liderado por Plínio Salgado. O principal objetivo era propor um nacionalismo puro, primitivo, sem qualquer tipo de influência.
• Anta: parte do movimento Verde-Amarelismo, representa a proposta do nacionalismo primitivo elegendo como símbolo nacional a “anta”, além de vangloriar a língua indígena “tupi”.
Através das características desses manifestos, é possível identificar duas posturas nacionalistas distintas: A primeira: um lado o nacionalismo consciente, crítico da realidade brasileira.E a segunda: um nacionalismo ufanista, utópico, exacerbado.
Os principais escritores da primeira fase do Modernismo são: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado.
Essa imagem é de uma tela feita por Tarsila do Amaral, em janeiro de 1928, batizada de Abaporu. Assinado por Oswald de Andrade, tinha, como diz Antônio Cândido, “uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico”

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